Gestante primeiro trimestre

5 coisas sobre o primeiro trimestre da gravidez

Nos últimos posts, escrevi sobre a importância da preparação para a gravidez, desde o momento em que se começa a pensar nela, até a comunicação entre o casal, a ajuda à criança mais velha (no caso de uma gravidez de segunda ou terceira viagem) para a chegada do bebê, e a preparação da mãe para o mergulho em si mesma.  Hoje quero compartilhar cinco coisas sobre o primeiro trimestre. Vamos?

1. O que é e quanto dura?

O primeiro semestre corresponde ao período entre a primeira e a décima terceira semana de gestação. Mãe e bebê passam por transformações enormes, pouco visíveis para quem acompanha de fora. Enquanto o corpo da mãe se adapta para gestar, o bebê, em poucas semanas, passa de uma célula para um organismo complexo e com diferentes órgãos e tecidos funcionando.

 

2 . Principais características desta fase

As mulheres no primeiro trimestre podem sentir muita sonolência, cansaço, enjoos, maior necessidade de fazer xixi (especialmente à noite), maior sensibilidade nos seios, atraso na menstruação, pequenos sangramentos, alterações no paladar e olfato. Nem todas as mulheres sentem todos esses “sintomas”.

 

3. Cuidados e restrições

Neste trimestre, o desenvolvimento do embrião é intenso, então há alguns cuidados a serem tomados em relação a alimentação, estilo de vida e saúde. Bebidas alcoólicas, cigarro, drogas estão proibidos tanto neste trimestre quanto nos posteriores. Há também restrições alimentares para preservar a saúde e o bem-estar da mãe, bem como o desenvolvimento do bebê. Sob recomendação médica, há práticas esportivas e outros hábitos de vida que podem ser suspensos durante este período. É de extrema importância o acompanhamento da gestação por uma equipe de saúde especializada.

 

4. Período de inquietações e receios para a mãe (e para o pai)

Diante de tantas mudanças e transformações físicas, hormonais, psicológicas e sociais, é natural que a mãe e o pai se sintam com receios e medos sobre o que estão vivendo e o que viverão, além de preocupações sobre a saúde e o desenvolvimento do bebê. A sugestão é que o casal converse sobre o que pensa e sente (precisando de dicas? veja este post aqui), bem como partilhe isso com quem os acompanha. Exatamente por isso, ter um acompanhamento regular de pré-natal ajuda a monitorar a saúde e o bem-estar materno e fetal. Embora os pensamentos e os medos sejam uma parte natural e de certo modo até esperada, eles também podem ser sinais de alerta para quadros de ansiedade, estresse e depressão, tanto para a mãe (veja aqui) como para o pais (leia este post aqui) devendo ser monitorados pela equipe que acompanha o casal.

 

5 . Gravidez e covid-19

Durante a gravidez, o sistema imunitário da mãe fica mais enfraquecido para que a gestação possa acontecer sem que o bebê seja identificado pelo sistema de defesa do corpo da mãe como um agente externo. Deste modo, as gestantes são consideradas um grupo de risco e, como tal, precisam de cuidados especiais. Portanto, no contexto atual, as grávidas precisam de seguir rigorosamente o protocolo de segurança para prevenção de covid-19, isto é, distanciamento social, etiqueta respiratória, uso de máscaras, higienização frequente das mãos e evitar situações de aglomeração e contato com infectados.

 

Lembrete

Se ao descobrir a gravidez você ainda não estiver sendo acompanhada por uma equipe de saúde, coloque no topo da sua lista encontrar médicos e outros profissionais (enfermeiros obstétricos, fisioterapeutas, psicólogos) para que vocês sejam assistidos desde o início. Um pré-natal feito de maneira apropriada e no tempo certo tem efeitos positivos tanto para a sua saúde quanto a de seu bebê. E por falar em cuidados de saúde, sabia que existe o pré-natal psicológico? Se quiser saber mais sobre ele, escreva para o falecom@maternarmaisleve.com

 

Sobre este post

O texto original foi escrito por Ana Carolina Braz (Maternar mais leve ®). Todos os direitos reservados. Se usar o conteúdo, cite a referência. Imagem: Banco de imagens do Canva.

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